No dia 17 de setembro de 1905, nascia Apparecido Breternitz, em Mogi Guaçu, estado de São Paulo, filho de Conrado Breternitz e Josephina Ramos Breternitz. Era a 4ª geração da família Breternitz no Brasil, porém apenas a segunda nascida em terras brasileiras, desde que Karl Breternitz deixou sua terra natal, na Turíngia, Alemanha, para se aventurar com sua família nas lavouras de café da fazenda Ibicaba, interior paulista.

Nascido às margens da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, Apparecido logo cedo iria se apaixonar pelo mundo dos trens e da ferrovia, seguindo o exemplo de seu pai, funcionário da estrada de ferro e, dessa forma teria toda sua vida centrada dos trilhos da estrada de ferro.
Há no site Estações Ferroviárias uma breve menção sobre Conrado Breternitz, referindo-se a ele como primeiro chefe da estação de Sales de Oliveira.

Com apenas 13 anos, Apparecido conseguiu uma chance como praticante de telégrafo na Cia. Mogiana e aos 15 anos foi efetivado na empresa, de onde só sairia ao se aposentar, 31 anos depois, tendo passado por diversos cargos e vivido em várias localidades.

Nesse meio tempo, Apparecido conheceu e casou-se em 1926, com Mathilde Peraro, dando início a um relacionamento repleto de amor, profundo respeito e infinita amizade.
Qualquer um que o conheceu pode testemunhar do carinho com que sempre se referia à sua companheira de mais de quatro décadas, que lhe proporcionara cinco filhos, três dos quais chegariam à idade adulta rendendo-lhe 14 netos e 26 bisnetos até esta data.
Apparecido viveu o bastante para conhecer vários destes últimos.

Apparecido não chegou a ver a Internet, que só chegou comercialmente ao Brasil, em 1995, com três anos de "atraso". Mas, homem de comunicações que era, sem dúvida ele teria gostado muito de conhecê-la, experimentar seus recursos, observar sua rapidez, trocar alguns emails com seus sobrinhos e netos, comparando com o tempo em que a velocidade corria sobre trilhos e a vida e o sustento de muitas pessoas dependiam apenas, e felizmente, da sua competência ao lado de um modesto aparelho de telégrafo.

Igualmente modesta, essa homenagem constitui um memorial a um homem que sem grandes pretensões fez grandiosamente a sua parte como cidadão, ajudando seu país a gerar riquezas, povoar novas terras, transportando pessoas que iam e vinham carregando seus sonhos. Mas, acima de tudo, um homem que fez a sua parte como pai e amigo, e que soube construir sua casa sobre a firme rocha.

"O justo anda na sua sinceridade;
bem-aventurados serão os seus filhos depois dele"
Provérbios 20:7